19.12.10

17.12.10

Parabéns, bia :)

Nunca é tarde para celebrar a vida!
BE HAPPY
:)





Besugo

para bom entendedor...

4.12.10

Sob as intenções de enraizamento e liberdade, do dar e do receber


foto marga; idanha PT; 2009

O corpo acumula memórias, tradições, usos e costumes.
O corpo verga-se ao tempo, porém aprende que é do tempo que tira partido e reage combativo, falador, aguerrido… demonstrando a todos que o tempo está no corpo, e na mente, e é dele que nasce a experiência, o saber.
Porque o gesto tem um tempo e um desenho que se torna visível para quem o recebe…

A azeitona


Símbolo da ruralidade do concelho, a azeitona é também elo de ligação entre as gentes desta terra e as gentes de fora. Quando chegava à altura da apanha, o concelho recebia muita gente de fora, que vinha das beiras para trabalhar na apanha da azeitona: eram os barrões. Com a chegada dos barrões, a azeitona, sem querer, ligava as gentes de cá com as de outras terras, com outros costumes e outras vidas.

A azeitona: fruto e matéria-prima. O fruto que dará frutos. Não é por acaso que a história de Fátima se entrecruza com a presença de uma oliveira…símbolo da concepção solitária e da criação de um fruto que tem o dom de se transformar em líquido precioso que dá a luz (não esqueçamos que o azeite era o combustível das lamparinas). A oliveira, a azeitona e o azeite carregam consigo uma carga simbólica muito forte que nos conduz a ideias de rituais da busca da Luz, em êxtase quase monástico de todas as religiões.

A azeitona prende-nos a esta terra… Todos nos lembramos das histórias da apanha, contadas pelos nossos avós, todos temos lá em casa a roupa que levávamos para a apanha – ainda com as nódoas que nunca mais sairão! - e temos, naquele baú, as fotografias de um dia passado com os tios, os avós e os primos, na apanha da azeitona. Mas a azeitona é uma paixão mediterrânica e o seu simbolismo é universal. O fruto da oliveira é símbolo de toda a concepção, da criação… do que está em nós e sai para o mundo, transformando-se num produto diferente.

Out. 2007