Caminhava solitária pela areia, com os sapatos calçados.
O dia estava cinzento, mas junto ao mar os dias ganham outro brilho. A areia estava molhada e eu envergava um casaco de malha, igualmente cinzento com grandes botões, desabotoados.
Pelo caminho, ia desenhando formas abstractas com a ponta do chapéu de chuva que carregava na mão direita umas vezes, outras na mão esquerda.
Deixava-me ir, assim, ao sabor do vento, ao sabor do tempo.
Marga
Outubro 2010
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Dedico este texto à *pérola* com votos de que a sua vida seja um passeio, durante o qual Se cruzará com gente boa :) parabéns atrasados
2 comentários:
Bonito, Margarida.
A importância das coisas simples.
Foi uma tentativa de fazer brilhar a beleza dos momentos tão simples, mas tão nossos.
Obrigada por ir aparecendo no BEAT, isabel.
Gosto de a ver por cá.
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