há dias assim... há momentos assim... parece que o tempo passa simplesmente aos nossos olhos, por nós
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Isabel Pires
disse...
Margarida, Se a frase se refere àqueles momentos que nos remetem para a reflexão ou para o tempo que ficamos parados, julgando nada fazer, quando na verdade estamos em processo de revisão ou de construção, isso é muito bom. Se, pelo contrário, há a sensação de inércia, de vazio e de desconforto, é preciso contrariar esse tempo que se entende como perdido.
Refiro-me ao primeiro sentido de que a Isabel fala. Momentos em que parece que estamos alheios à realidade, mas que, na verdade, estamos atentos às "nossas realidades" - interiores, pessoais, afectivas.
Um tanto adjacente a este vosso diálogo e à luz desta epígrafe, "Este blog pretende ser a parte visível daquele que é o meu movimento visceral de experiências com palavras, imagens e sons em busca de um entendimento mais profundo da existência (entenda-se da minha existência neste mundo)", ocorre-me interrogar se a autora presume reduzir 'a Existência' à sua estrita existência, nisso e nela centrando a crítica.
6 comentários:
Margarida,
Se a frase se refere àqueles momentos que nos remetem para a reflexão ou para o tempo que ficamos parados, julgando nada fazer, quando na verdade estamos em processo de revisão ou de construção, isso é muito bom.
Se, pelo contrário, há a sensação de inércia, de vazio e de desconforto, é preciso contrariar esse tempo que se entende como perdido.
Refiro-me ao primeiro sentido de que a Isabel fala. Momentos em que parece que estamos alheios à realidade, mas que, na verdade, estamos atentos às "nossas realidades" - interiores, pessoais, afectivas.
Ontem andei a arrumar uns armários que estavam carregados de memórias... deve ter sido isso que espoletou este meu olhar.
Um tanto adjacente a este vosso diálogo e à luz desta epígrafe, "Este blog pretende ser a parte visível daquele que é o meu movimento visceral de experiências com palavras, imagens e sons em busca de um entendimento mais profundo da existência (entenda-se da minha existência neste mundo)", ocorre-me interrogar se a autora presume reduzir 'a Existência' à sua estrita existência, nisso e nela centrando a crítica.
Sim, mas qual é o problema. Este é um blog pessoal. Pirata-vermelho se não gosta não participe.
Resposta vã e despropositada, sob a forma de pergunta.
O meu gosto pouco contaria.
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